Governo convoca centrais para reunião, debate MPs e anuncia criação de Fórum do Trabalho

Por Natália Rangel

 

O governo federal, representado pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rosseto, convocou as lideranças das principais centrais sindicais para uma reunião nesta quarta-feira, 5. Estiveram presentes o ministro da Previdência, Carlos Gabas, o do Trabalho, Manoel Dias, e os representantes da CTB, CUT e demais centrais.

 

A conversa se estendeu por mais de duas horas e contemplou diversos assuntos de interesse à classe trabalhadora, entre eles a política macroeconômica do governo, a questão do corte do abono salarial de trabalhadores de até dois mínimos e a inclusão da progressividade no cálculo da aposentadoria.

 

“Levamos ao governo nossa convicção de que é preciso mudar a política econômica e que esta receita, com câmbios flutuantes e juros altos, não vai melhorar a situação do país”, diz o secretário nacional de Previdência da CTB, Pascoal Carneiro.

 

“Também defendemos, com ênfase, que o governo volte atrás na questão do abono salarial, medida que prejudica quem mais necessita”, diz Pascoal. Se for mantida a medida provisória já sancionada, cerca de 4 milhões de trabalhadores brasileiros perderão o adicional do abono em seus salários.

 

O ministro Rosseto aproveitou a ocasião para comunicar que no dia 2 de setembro será instalado, em Brasília, o Fórum de Debates sobre Política, Emprego, Trabalho, Renda e Previdência Social, criado pela presidenta Dilma e publicado no Diário Oficial da União no dia 30 de abril. O fórum reunirá sindicalistas, representantes das classes patronais e de aposentados e será um canal de comunicação permanente entre os diversos segmentos para se discutir e negociar os respectivos interesses, divergências e necessidades.

 

O presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, que participou da reunião, considerou positiva a iniciativa do governo em retomar o diálogo com as centrais. “Esperamos que se dê consequência aos temas discutidos no encontro de hoje”, disse ele.

 

Outras questões delicadas referentes ao mundo do trabalho, como a informalidade, a rotatividade e a previdência foram debatidas. “Fomos enfáticos contra a progressividade, afinal se aposentar depois de morto não serve!”, disse Araújo, referindo-se ao polêmico cálculo progressivo para estende a idade da aposentadoria.

Para Araújo, é necessário um ajuste de rota na economia: “O governo precisa adotar uma agenda positiva e de ruptura com a lógica neoliberal que vem prevalecendo na Câmara e contribui para o enriquecimento dos ricos enquanto precariza o trabalhador e os mais pobres”, diz ele.

Fonte: CTB

 

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