Live do Sinfa-RJ atualiza servidores sobre negociações salariais

O Presidente do Sinfa-RJ, Luís Cláudio de Santana, realizou uma live pelo Facebook e pelo Youtube, na tarde da última quarta-feira (29). O tema “negociações salariais em tempos de pandemia: será que teremos avanços no atual contexto econômico?” tinha como objetivo atualizar os servidores e servidoras sobre a atuação do Sinfa-RJ e o andamento das negociações com o governo.

Logo no começo da transmissão, o Presidente do Sinfa-RJ fez um apanhado histórico das carreiras ligadas à Defesa, apontando as transformações sofridas pelas mesmas nos governos Collor, FHC, Lula, Dilma e Temer. O Presidente reafirmou a defesa pela inclusão de todos os servidores no PCCTM, com a revogação dos anexos 23 e 24 e, durante o histórico, explicou como surgiram as distorções que geram problemas nas carreiras do Ministério da Defesa.

O Presidente salientou que, em 2018, Michel Temer colocou um dispositivo na LOA, que é o projeto de orçamento anual de 2019, que dava um indicativo de reajuste salarial para os servidores civis do Ministério da Defesa. Essa medida gerou grande expectativa que o futuro presidente poderia executar o dispositivo e atender à categoria.

Com a eleição de Bolsonaro e ascensão de Paulo Guedes ao Ministério da Economia, o dispositivo acabou não sendo executado. O Presidente do Sinfa-RJ então lembrou na live das ações que o Sindicato fez para buscar essa execução, incluindo o ato no final do ano, onde dezenas de servidores foram à Brasília, em frente ao Ministério da Defesa, para tentar uma negociação com o mesmo (ler matéria completa sobre o tema AQUI).

O Presidente deixou claro que considera a presença de Paulo Guedes no Ministério da Economia um entrave aos avanços para os servidores:

“Enquanto estivermos com Paulo Guedes no comando [da Economia] não vejo, ainda, possibilidade [de avanços]” – afirmou Luís Cláudio.

Apesar da conjuntura difícil, o Presidente se mantém otimista sobre avanços para os servidores. Luís Cláudio aponta a Reforma Administrativa e a notícia de que a União irá discutir quais são as carreiras de estado como possibilidades para conquistar os avanços que os servidores buscam, acreditando que, para isso, a retirada dos anexos 23 e 24 são essenciais.

“Os anexos 23 e 24 são limitadores financeiros. Não existe, neles, discussão de carreira. Eles só limitam financeiramente que servidores, lotados nas organizações, recebam aquela remuneração. Você retirando esses dois anexos, você traz todo mundo para dentro do guarda chuva da defesa.” – afirmou o Presidente.

Apesar da conjuntura difícil, o Presidente se mostrou otimista com avanços devido ao fato da presença de militares no núcleo duro do governo.

“Minha expectativa é a melhor possível. O núcleo duro do governo Bolsonaro ainda são os militares e os militares tem um entendimento sobre os servidores civis de que eles são a memória institucional das organizações. Dentro do Ministério da Defesa, a carreira finalista, aquela que atua de fato para garantir a soberania do país, são os militares. Os civis são uma força de apoio logístico. Estamos todos na carreira meio. Os militares circulam, os civis ficam sempre na mesma instituição.” – afirmou Luís Cláudio.

Assista, abaixo, a íntegra da Live transmitida ao vivo ontem.

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