Reajuste salarial, mudanças nas carreiras e
riscos da Reforma Administrativa estão no centro do debate em 2026
O ano de 2026 começa com pontos de atenção para os servidores do Executivo. Entre reajustes já definidos pelo governo, reestruturações de carreira e a ameaça da Reforma Administrativa, o momento exige mobilização da categoria. A última parcela do reajuste negociado com o MGI sai em abril de 2026.
Os 38 acordos firmados em 2024 garantiram reajuste de 9% a partir de janeiro de 2025 (concedido somente em maio, mas com retroativo) e mais 5% a partir de abril deste ano de 2026, com aplicação sobre a remuneração total, ou seja, também incide sobre as gratificações. Os percentuais são iguais para os níveis superior, intermediário e auxiliar.
Também estão entre as prioridades a criação do auxílio-nutrição e o reajuste do valor per capita da saúde, com pagamento a todos, sem exigência de plano.
Reforma Administrativa segue como ameaça
A PEC 38/2025, que trata da Reforma Administrativa, teve a tramitação adiada para 2026. Mesmo após reunir as assinaturas necessárias, a proposta enfrenta resistência crescente no Congresso graças à forte mobilização do funcionalismo.
Para os servidores do Executivo federal, a reforma representa um ataque direto à categoria, com prejuízos a aposentados e pensionistas, à qualificação técnica do serviço público, à Previdência própria e à qualidade dos serviços prestados à população.
Vendida como combate a privilégios, a PEC atinge principalmente a maioria dos servidores que recebem até R$ 5 mil, enquanto preserva setores historicamente blindados. Trata-se de um projeto de desmonte do Estado e retirada de direitos, e não de modernização.
A Campanha Salarial 2026 reforça a luta por valorização salarial, piso digno, concursos e estabilidade.
O Sinfa-RJ seguirá atento às propostas e defenderá direitos, carreira e salários dos Civis das Forças Armadas.












